Tudo que vivo
vivo em pensamento
o resto é tentativa
de tentar viver.
Não que não queira ser além
de pensamentos.
Não que meu corpo não faça
suor e trema calor.
Sim, teus olhos são
meu gozo.
Mas meu gozo é escondido.
Não me expõe, não me reprime
não me atormenta.
É segredo prazeroso.
Guardado em mim, na pele, na roupa
na seda que escolho
para me esconder.
Grito e choro quando te vejo.
Mas tudo isso é segredo.
Segredo que um dia
você descobrirá.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Recanto
Desenho linhas para seguir.
Linhas leves para se perder.
Desenho linhas que um dia vivi.
Linhas que ainda vejo e desejo.
Desenho linhas para viver.
Para nos sonhos eu poder tocar
Abraçar e beijar
sem pensar.
Desenhos linhas perto de curvas.
Desenhos linhas doces, linhas perfumadas
linhas vermelhas
linhas confusas e fechadas.
Desenho linhas medrosas
linhas maduras, linhas que me olham
linhas que não falam
linhas que sempre param no ponto
que não podiam parar.
Desenho linhas para olhá-las
Desenho linhas para sonhar
e nestes sonhos
poder seguir no esboço
tuas linhas
e lá ficar.
Linhas leves para se perder.
Desenho linhas que um dia vivi.
Linhas que ainda vejo e desejo.
Desenho linhas para viver.
Para nos sonhos eu poder tocar
Abraçar e beijar
sem pensar.
Desenhos linhas perto de curvas.
Desenhos linhas doces, linhas perfumadas
linhas vermelhas
linhas confusas e fechadas.
Desenho linhas medrosas
linhas maduras, linhas que me olham
linhas que não falam
linhas que sempre param no ponto
que não podiam parar.
Desenho linhas para olhá-las
Desenho linhas para sonhar
e nestes sonhos
poder seguir no esboço
tuas linhas
e lá ficar.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Elementos
Meus pensamentos me perseguem
São vícios encrostados na pele
como pura sensação
pura ilusão
de ter você comigo
sempre
quando respiro.
Acordo sozinha na cama
ou em outras camas
com alguém outro
de mim
e de você.
Vou em direção ao desconhecido.
Fecho os olhos para não viver a minha realidade.
Na escuridão, eu me sinto
e nela eu te encontro.
Você, caminhando em minha direção
passando por mim
sem me tocar
meu coração pulsando
com medo de demonstrar tudo o que eu sinto
tudo que eu quero.
Você me olha e eu não sei o porquê.
Água.
Cada momento
da sua voz
é um tempo infinito
de um espaço nã0-vazio
que não quero
sair.
Fogo.
Respiro.
Alguém está me vendo, com esse sorriso
de alguém que descobriu a sua infância?
Tenho vergonha.
Sou casulo, você, fortaleza.
Sou incerteza.
Achei o tesouro e não sei o que faço.
Venha. Eu te chamei. E você, fortaleza veio.
Encontro.
Pra me dizer adeus?
Não.
Você não é jogo, não entende?
Pensei, mas não falei.
Ar.
Respiro.
Estou apaixonada, não vê?
Tantas pessoas
tantas passaram por mim
peça para eu ficar.
Terra.
Você não disse.
Passei.
Agora, vivo novo vazio
com você,meu pensamento
encrostado embaixo da minha pele
ardendo.
Eu fui ar e fogo
você terra e fogo.
Eu passei. Você ficou.
Temos na distância
a chama que nos cicatriza.
São vícios encrostados na pele
como pura sensação
pura ilusão
de ter você comigo
sempre
quando respiro.
Acordo sozinha na cama
ou em outras camas
com alguém outro
de mim
e de você.
Vou em direção ao desconhecido.
Fecho os olhos para não viver a minha realidade.
Na escuridão, eu me sinto
e nela eu te encontro.
Você, caminhando em minha direção
passando por mim
sem me tocar
meu coração pulsando
com medo de demonstrar tudo o que eu sinto
tudo que eu quero.
Você me olha e eu não sei o porquê.
Água.
Cada momento
da sua voz
é um tempo infinito
de um espaço nã0-vazio
que não quero
sair.
Fogo.
Respiro.
Alguém está me vendo, com esse sorriso
de alguém que descobriu a sua infância?
Tenho vergonha.
Sou casulo, você, fortaleza.
Sou incerteza.
Achei o tesouro e não sei o que faço.
Venha. Eu te chamei. E você, fortaleza veio.
Encontro.
Pra me dizer adeus?
Não.
Você não é jogo, não entende?
Pensei, mas não falei.
Ar.
Respiro.
Estou apaixonada, não vê?
Tantas pessoas
tantas passaram por mim
peça para eu ficar.
Terra.
Você não disse.
Passei.
Agora, vivo novo vazio
com você,meu pensamento
encrostado embaixo da minha pele
ardendo.
Eu fui ar e fogo
você terra e fogo.
Eu passei. Você ficou.
Temos na distância
a chama que nos cicatriza.
domingo, 30 de maio de 2010
Ilha desconhecida
O mar brota da ilha desconhecida.
As ondas despertam o novo viajante.
Rema, rema marinheiro
que a tua ilha está chegando.
Penetra em suas terras ocultas
delira no espaço desconhecido
que hoje é só seu.
As ondas despertam o novo viajante.
Rema, rema marinheiro
que a tua ilha está chegando.
Penetra em suas terras ocultas
delira no espaço desconhecido
que hoje é só seu.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Olímpio
Acordo. O que se reproduz dentro da minha escuridão é a minha ânsia de libertação. Preciso fumar, sem ninguém me olhar. O desejo avança e a preguiça latente na minha cama, se esvai pela luxúria da dependência.
O que é criticado é o que me move, infelizmente.
Não sei se pelo vício ou pelo julgamento, tudo isso me cansa.
Levanto-me enquanto os outros dormem. A cidade está nascendo tão cinza quanto meus pulmões.
O cimento dos prédios são as manias dos homens em se meter em natureza alheia.
Sozinha contemplo aquela beleza do Sol dissimulante em delírios de gigantes palácios aonde as formigas se rastejam por ruelas esvoaçadas.
Vivo o meu Olímpio.
Ai, a luxúria não me acordou do sonho.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Saída
As mesmas coisas de sempre
passam na televisão:calamidades, choros, mortes e sofrimento.
O tempo passa e as minhas percepções sobre esse assuntos
vão mudando e se movendo
como batidas de asas ao vento.
Cansa não ser mais a mesma.
Ser infiltrada por uma carga de novas informações
novas manipulações
novos conhecimentos.
A criança cresceu com saudades.
Quando mudamos sem percebermos?
Nunca imaginei que atitudes tinham tamanha consequencia.
Em algum momento me falaram.
Em algum momento eu ouvi.
Mas não sei porque ainda,hoje, me surpreendo.
Mais uma morte vejo agora.
E não tem nada a ver com corpos deixados na estrada
após um desabamento.
A morte homeopática
cresce da esperança que vai se esvaindo
facilmente pelo ralo.
As mesmas coisas de sempre.
As mesmas desculpas.
A necessidade que se tornou irresponsabilidade.
Ai, que frase falada com facilidade.
Frase que circunda e se espalha sem dor, sem sofrimento, sem morte, sem nada.
Desculpas.
Quantas desculpas.
E do outro lado quanto medo.
Não foi culpa sua. Você fez tudo o que podia.
Vozes saídas do povo para aqueles que morreram hoje, ao ter a chance de viver novamente,agora sozinho.
E do outro lado, se pergunta sobre as máquinas, sobre nossa tecnologia de ponta
que vai além de Marte.
Sem respostas.
Silêncio ou baboseiras.
Ninguém fala realmente uma resposta.
Mas respostas não vão preencher o vazio que se encontra caminhando pelos abrigos.
E há ainda quem diz que a culpa é da necessidade que se tornou irresponsabilidade.
Outros perguntam e oram para "aquele" que Nitzsche tentou matar um dia.
Não morreu, eu respondo.
Não pela catástrofe que ocorreu.
Não morreu, porque ainda precisamos de respostas que o homem não consegue dá.
passam na televisão:calamidades, choros, mortes e sofrimento.
O tempo passa e as minhas percepções sobre esse assuntos
vão mudando e se movendo
como batidas de asas ao vento.
Cansa não ser mais a mesma.
Ser infiltrada por uma carga de novas informações
novas manipulações
novos conhecimentos.
A criança cresceu com saudades.
Quando mudamos sem percebermos?
Nunca imaginei que atitudes tinham tamanha consequencia.
Em algum momento me falaram.
Em algum momento eu ouvi.
Mas não sei porque ainda,hoje, me surpreendo.
Mais uma morte vejo agora.
E não tem nada a ver com corpos deixados na estrada
após um desabamento.
A morte homeopática
cresce da esperança que vai se esvaindo
facilmente pelo ralo.
As mesmas coisas de sempre.
As mesmas desculpas.
A necessidade que se tornou irresponsabilidade.
Ai, que frase falada com facilidade.
Frase que circunda e se espalha sem dor, sem sofrimento, sem morte, sem nada.
Desculpas.
Quantas desculpas.
E do outro lado quanto medo.
Não foi culpa sua. Você fez tudo o que podia.
Vozes saídas do povo para aqueles que morreram hoje, ao ter a chance de viver novamente,agora sozinho.
E do outro lado, se pergunta sobre as máquinas, sobre nossa tecnologia de ponta
que vai além de Marte.
Sem respostas.
Silêncio ou baboseiras.
Ninguém fala realmente uma resposta.
Mas respostas não vão preencher o vazio que se encontra caminhando pelos abrigos.
E há ainda quem diz que a culpa é da necessidade que se tornou irresponsabilidade.
Outros perguntam e oram para "aquele" que Nitzsche tentou matar um dia.
Não morreu, eu respondo.
Não pela catástrofe que ocorreu.
Não morreu, porque ainda precisamos de respostas que o homem não consegue dá.
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