sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É uma perda de tempo tentar me traduzir.
Mas não é uma perda de tempo, vir me experimentar.
Não espero mais ninguém, nem a mim.

Na verdade, espero sim...
o amor.
Amor que troca.
Amor sem pé atrás.
Amor Amor.
Amor simples por só amar.
Aquele amor que não desisti de viver por pensar.
Aquele que é sensação, risco
e medo.
Aquele que enfrenta tudo, até seus próprios desejos
por ter medo de perder
e de machucar.

Aquele que machucar o outro, é machucar a si.
Não, eu não desisti de amar
só me cansei do velho amor atrás
estou no amor presente
nesse que
saí do lugar.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

The world is changing
but
the Sun continues the same.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vinha

Sonhei muitos anos na minha vida, e esperei estes sonhos acontecerem.
Hoje, o que vivo não são meus sonhos
mas algumas frustações
de ver ideais e valores sonhados
esvaziados no mundo
que estou mergulhada.
Há muita solidão no lago que flutuo.
Os peixes andam sumidos.
O céu ainda está fechado, mas meus olhos, não mais.
Abriu os olhos, a mulher deitada no sofá.
O cheiro do café pronto, era alarme do seu mais novo atraso.
Começar.
Já fazia hora que estava parada. A pele parada
não é a mesma do que suada. Não faz história.
Olhava suas cicatrizes com um certo esmero, de dores e lutas
se sentia mais guerreira e corajosa
nas suas marcas do seu passado.
Em algum momento sua história deu um tempo de si.
Em algum momento ela ficou se vendo pelo espelho.
E se viu parada
sem marca
sem saber
marcar
sem saber
mais chorar.
Os valores, os ideais, esperanças
não cresciam como sementes
no solo
não cresciam em mais ninguém
nem nela.
Não podia deixar morrer as mudas.
Parou. Ficaste parada enquanto a seca não passava.
E não passava.
A planta se transformou de rosa em cacto.
O que havia ainda de formosa nela era a garra.
A esperança debaixo do solo, crescia na raiz.
É nela que não podia morrer.
O cacto suga o pouco de água que há, para lembrar ao solo
que a seca não pode esvaziar sonhos
que apesar de tudo
a vida tem que continuar.
A vida é uma utopia, que se acredita
para não ficar parado.
Ah...
Há luz 24 horas, mesmo com nuvem.

Um magabá caiu nela.E num instante tudo que estava parado
acordou.

Decidiu viver. Alegria gritou na janela
E decidiu ter...
Novas marcas. Novas cicatrizes, novas dores.
Não vai deixar de amar.
Ela sabia.
Não vai se esquecer de chorar.
Ela silenciou.
A mulher não é mais a mesma,
ela está
não é mais...quer viver
foda-se você
está
com
os olhos
olhos
abertos.
As ilusões são os outros.
A vida não...

domingo, 30 de agosto de 2009

Magabá

Bate a porta uma travessura
uma vontade de sorrir
escondida
na minha timidez.
Bate a porta a sua voz
o seu dengo
um abraço menina
apresentado.
Bate a porta
o seu pé atrás
não eu não olho para outro alguém
é seu dengo que me faz
cair para trás.
Conheci minha sogra
ela gostou de mim
não adianta ter pé atrás
já entrei para a família.
Dos seus olhos eu não vou sair.
Não vou deixar você pensar em não investir em mim.
Vou te ligar para sair.

sábado, 22 de agosto de 2009

Percurso

A minha paz se estremece na sua tristeza.
Ninguém é feliz na infelicidade dos outros
não
a ignorância
não é um bom lema.
Não ver, não evita
voltar pra mim.
Vejo, persisto em ver
ouço, persisto em ouvir
toco, persisto em tocar
porque é isso
que me satisfaz ser viva.
Troca e cuidado.
O impulso malcriado
do outro
rasga
e não cuida.
Não sou papel. Não sou pedra.
Sou humana
indescente consciente
aborrecida carinhosa
um monólogo
indesejado
o público não quer me ouvir
não quer se ouvir.
Sento na poltrona
vejo os artistas
quem está do meu lado?
não vejo quem está ao meu lado
não sinto
há tanta ignorância em mim.
Não sei quem me vê
digo que não me importa quem me vê
para quem eu estou mentindo?
Querer ser amada
querer ser querida
é preciso amar o amor
e isto significa estar mais de um lugar
dói pensar no outro.
É monótono pensar só em mim.
Impulso malcriado
aonde vou?
Ligo o foda-se
a quem estou enganando?
Digo que não me importa o outro
a ignorância eternizada
não
sou mais do que isso.
Dói pensar no outro
dói mais pensar em mim.
Sou o outro
a resposta sai de mim
a resposta volta para mim
mas a resposta
que preciso
é uma respota madura
formada em processo fora mim.
O percurso são os outros.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A vida segue assim
sem brilho.
Só a gota da chuva caindo.

No frio,fora
no quente agora
que perpassa os meus pés.

Sou um corpo em confronto
interno
um alma, pedindo liberdade.

Cansei das amarras
cansei de cansar
vou seguindo assim
sem pensar.

Fazendo o que desejar
na minha íntima
paz.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Seguindo a vida por um caminho sem sonhos.
Os contos de fadas acabaram
e o que vi
não me satisfaz.
Não espero mais nada.
O mundo é o avesso do que está aqui dentro.
E eu cansei de ser mutilada.
Não espero mais nada.
O mundo vende sonhos que não acredita.
Escolhemos ser cegos por opção.
Cansei.
Dos rótulos presos nos olhos alheios.
Vou seguir um caminho que eu não espero mais nada
além de mim.
Respeito, amor e paz são valores
que acredito
e eu levo no meu caminho.
Na sala das tentações
eu me deito no sofá
e só vejo.
Por que vivo nesses lugares?
Porque quando estou lá, vejo
que isso é o que não desejo
para mim.
Limpo meu olhar dos rótulos
e aonde tem que existir bonecas
eu vejo mulheres.
Eu vejo, o mundo que não me satisfaz
eu crio o mundo que quero ser feliz.