Hoje,eu desisti de sonhar.
Quero só viver.
Mas como poderei caminhar sem sonhar?
Hoje, eu desisti de caminhar.
Sempre me lembro caminhando
nunca parada, nunca estática.
E isso me sufoca.
Nunca estive em silêncio, e isso me atormenta.
Minto.
Estive uma vez.
E tudo pareceu tão lindo, tão vivo
e estático, como um lindo quadro.
Ninguém o via. Só eu.
Ao redor, estava tudo escuro...de um escuro vivo
de olhos abertos.
Não sentia meu corpo, ele estava morrendo.
E não percebia, muitos menos ligava.
Então, algo vivo aconteceu em mim.
Era os meus pensamentos avisando-me
que para estar ali para sempre
eu teria que perder algo
e deixar muitas pessoas.
Olhei para cima, e tinha luz.
Tinha meus avós conversando
queria escutar o que falavam.
Senti-me, naquele momento
completamente interrompida pelos meus desejos
e sufocada de não poder respirar...isso se repetiria,
muitas vezes,mais tarde...
Eu precisava de ar.
Então, bati os meus braços e quis lutar.
Foi assim que eu sai da água e encontrei o ar.
Foi assim que deparei-me com a vida e a solidão.
Foi assim que comecei a aprender a me amar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Anel
Se interesse está em primeiro lugar,eu prefiro viver do resto.
Não me importa erros, nem passados.
À mim importa beijos e abraços vividos
passo a passo.
Não encha nosso romance de perguntas
não tenha medo de me perder
ou de me ter
Porque você já vive em mim
o suficiente de
às vezes,
eu te esquecer.
Não preciso tê-la todas
às vezes
do meu lado.
Não preciso sublinhá-la
ao meu lado.
Sim,
você
faz parte de mim
seu carinho
teu desejo
teus amores
ideais e seus poucos medos...
seu lado menina
seu lado mulher.
És tão parte de mim
que por causa de você
eu até lembro de mim.
Amor
eu sou assim
não ligo para textos...
sou uma esquisita
com pensamentos perdidos
e
mal planejados.
Mas tentarei ser plana
em minhas palavras
agora:
meus acordos
não são de palavras
minha fidelidade não está nos meus olhos
nem nas minhas mãos,somente,
está
em meu coração.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Às vezes
Às vezes, a gente não se imagina indo muito longe
e não imagina a pessoa
que poderá entrar em nossa vida.
Às vezes, é bom receber conselhos
e entender histórias alheias
para de certa forma revivê-las
da melhor maneira possível.
Às vezes, se usa de truques
para conseguir sorrisos.
Às vezes, eu até imaginei
que podia ser algo mais...
mas não imaginava
esse seu olhar
assim...
me fazendo mulher
me tocando
me descobrindo
fazendo eu me descobrir
dentro de ti.
Às vezes,
eu digo que te protejo
às vezes,você me abraça
me abraça mais forte
eu me perco
e esqueço tudo lá fora
de mim.
Às vezes, tudo é um lindo filme
às vezes...
e não imagina a pessoa
que poderá entrar em nossa vida.
Às vezes, é bom receber conselhos
e entender histórias alheias
para de certa forma revivê-las
da melhor maneira possível.
Às vezes, se usa de truques
para conseguir sorrisos.
Às vezes, eu até imaginei
que podia ser algo mais...
mas não imaginava
esse seu olhar
assim...
me fazendo mulher
me tocando
me descobrindo
fazendo eu me descobrir
dentro de ti.
Às vezes,
eu digo que te protejo
às vezes,você me abraça
me abraça mais forte
eu me perco
e esqueço tudo lá fora
de mim.
Às vezes, tudo é um lindo filme
às vezes...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Não, não vale...
Não vale mais o mundo vil em que vivo.
Criei um mundo pelos olhos
e quero tirá-los quando me incomodo de ver.
Não, não vale tudo por amor...
Porque tudo não cabe no amor.
O amor é simples
não possui nada.
Amor não tortura.
Amor não mata.
Minto.
Mata, sem matar
Mata, por fazer nascer
por fazer você não ser somente você.
Eu gostaria de saber o que sou...
Ou das quantas das quais eu sou, qual delas eu gosto mais.
Um ser com nome pouco pronunciado
e com muitos pré-nomes criados,somente agrada um pouco.
Na verdade, o que eu sou, eu escuto muito pelos outros
mas o que o outro vê, sempre parece-me
ser um ser de ninguém...
E apesar disso,este ninguém ainda tem escrupulos de vir, confrontar-se
com o meu velho ser.
Uma luta sem graça,diária,cansativa e... dolorida.
Dolorida?
Sim.
Devo ceder, então, um não-ser para mim, e um ser-ninguém para o outro?
Não.
Não quero.Não desejo. Realmente e definitivamente,Não.
Não vale tudo por amor.
Porque tudo não é amor.
E o amor basta em si, em ser
somente
amor.
Criei um mundo pelos olhos
e quero tirá-los quando me incomodo de ver.
Não, não vale tudo por amor...
Porque tudo não cabe no amor.
O amor é simples
não possui nada.
Amor não tortura.
Amor não mata.
Minto.
Mata, sem matar
Mata, por fazer nascer
por fazer você não ser somente você.
Eu gostaria de saber o que sou...
Ou das quantas das quais eu sou, qual delas eu gosto mais.
Um ser com nome pouco pronunciado
e com muitos pré-nomes criados,somente agrada um pouco.
Na verdade, o que eu sou, eu escuto muito pelos outros
mas o que o outro vê, sempre parece-me
ser um ser de ninguém...
E apesar disso,este ninguém ainda tem escrupulos de vir, confrontar-se
com o meu velho ser.
Uma luta sem graça,diária,cansativa e... dolorida.
Dolorida?
Sim.
Devo ceder, então, um não-ser para mim, e um ser-ninguém para o outro?
Não.
Não quero.Não desejo. Realmente e definitivamente,Não.
Não vale tudo por amor.
Porque tudo não é amor.
E o amor basta em si, em ser
somente
amor.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Cortina

A luz teima em entrar...enquanto os outros olham
para a janela.
Não se sabe, o que está acontecendo lá
um encontro, uma amizade, um carinho...
A cortina álibi é infame, não deixa a curiosidade
se conformar.
Do lado de cá, é a única testemunha
das palavras doces, dos olhares suspeitos
do ar preso há muito tempo...
O sofá acolhe, suspira...e ri dos movimentos
livres de julgamentos.
A cortina do lado de lá se fecha
e a de cá se abre.
Vê-se cada vez menos, só vultos
e pensamentos.
Um adeus, um até logo e um último...
Agora, andamos na rua
igual aos outros
sem nada pra nos diferenciar, sem nada
pra incomodá-los.
Agora somos os outros.
Cansa-me cada dia ser outra...
cansa-me aceitar ser outra...
abaixar a voz
e
falar de amores para dentro.
Devo voltar a ser quem era?
Não desejo mais.
Não me satisfaz mais...um novo beijo pra cada dança
Não me satisfaz mais tanta coisa e tantas pessoas
Que a história riria de si
se pudesse voltar o seu tempo
Estou mono.
Estou cansada de correr...
Resolvi ficar e esperar
Verei a água passar...
Espero que passe por mim...ou que um dia volte
não pra sermos igual
Mas pra respirarmos juntos, dividirmos-nos
destruir-nos
ligando-nos novamente sem medo, sem receio.
Voltarmos a ser crianças
maduras em arriscar.
Quem sabe...
um dia a cortina ficará aberta...
para a janela.
Não se sabe, o que está acontecendo lá
um encontro, uma amizade, um carinho...
A cortina álibi é infame, não deixa a curiosidade
se conformar.
Do lado de cá, é a única testemunha
das palavras doces, dos olhares suspeitos
do ar preso há muito tempo...
O sofá acolhe, suspira...e ri dos movimentos
livres de julgamentos.
A cortina do lado de lá se fecha
e a de cá se abre.
Vê-se cada vez menos, só vultos
e pensamentos.
Um adeus, um até logo e um último...
Agora, andamos na rua
igual aos outros
sem nada pra nos diferenciar, sem nada
pra incomodá-los.
Agora somos os outros.
Cansa-me cada dia ser outra...
cansa-me aceitar ser outra...
abaixar a voz
e
falar de amores para dentro.
Devo voltar a ser quem era?
Não desejo mais.
Não me satisfaz mais...um novo beijo pra cada dança
Não me satisfaz mais tanta coisa e tantas pessoas
Que a história riria de si
se pudesse voltar o seu tempo
Estou mono.
Estou cansada de correr...
Resolvi ficar e esperar
Verei a água passar...
Espero que passe por mim...ou que um dia volte
não pra sermos igual
Mas pra respirarmos juntos, dividirmos-nos
destruir-nos
ligando-nos novamente sem medo, sem receio.
Voltarmos a ser crianças
maduras em arriscar.
Quem sabe...
um dia a cortina ficará aberta...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Januária
Vai Januária fazer graça na janela
pra ver caras novas
e esquecer tudo que gosta de perturbar.
As luzes da cidade gostam
de encantar, e mostrar a beleza
das ruas cheias de mulatas
danadas
que gostam de sambar
Vai Januária
encantada pelas ruas
sem se preocupar com a chalaça
dos outros.
Vai com seu copinho de cachaça
sem fiscal sem nada
com seu riso esnobe
pra tanta falta de verdade.
Januária parou
e de repente
assumiu que ele ficara
cada vez
mais
na sua mente.
Quem via Januária
via que a menina
não era mais a mesma
tinha um encanto outro
nos olhos,
um encanto de menina
e
um
encanto de mulher
encanto desejoso
encanto de uma linguagem que todos entendiam.
Januária vinha
e
traduzia
as letras do chorinho
dentro do seu coração.
pra ver caras novas
e esquecer tudo que gosta de perturbar.
As luzes da cidade gostam
de encantar, e mostrar a beleza
das ruas cheias de mulatas
danadas
que gostam de sambar
Vai Januária
encantada pelas ruas
sem se preocupar com a chalaça
dos outros.
Vai com seu copinho de cachaça
sem fiscal sem nada
com seu riso esnobe
pra tanta falta de verdade.
Januária parou
e de repente
assumiu que ele ficara
cada vez
mais
na sua mente.
Quem via Januária
via que a menina
não era mais a mesma
tinha um encanto outro
nos olhos,
um encanto de menina
e
um
encanto de mulher
encanto desejoso
encanto de uma linguagem que todos entendiam.
Januária vinha
e
traduzia
as letras do chorinho
dentro do seu coração.
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